sábado, 13 de agosto de 2011

Diretor da Copa São Paulo de Ciclismo visita o Tour de France e a fábrica de Eddy Merckx, na Bélgica

Alessandro Giannini comenta como foi sua viagem para a Europa
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Retornando ao Brasil no último final de semana, o comissário e árbitro da Federação Paulista de Ciclismo e um dos diretores da Copa São Paulo de Ciclismo, Prof. Alessandro Giannini, nos conta um pouco da sua experiência em ter prestigiado a última etapa do Tour de France, em Paris, e de sua ida à fábrica de bicicletas Eddy Merckx, do lendário e multi- campeão belga de ciclismo e maior ídolo da modalidade de todos os tempos. Aproveitando a sua ida à Europa na viagem de lua-de-mel, Giannini realizou um sonho que pertence a todos que foram ou são ciclistas, ou que trabalham ou estejam envolvidos diretamente na modalidade, que é ver ao vivo a final da Volta Ciclística mais importante do mundo, e ter a oportunidade de ter contato com a fábrica de Eddy Merckx, apesar de ele não estar presente no dia da sua visita. Veja o relato de Giannini:
“No dia da etapa final do Tour, o clima que envolve o acontecimento da prova em Paris é uma coisa indescritível. Como é época de alta temporada, de verão europeu, os turistas que estão visitando a cidade naquele dia vindos de todas as partes do mundo se aglomeram e se acotovelam para poder conseguir um pedacinho na grade para poder assistir a prova. Chegamos por volta das 11h e a chegada dos ciclistas vindos de Cretèil ao circuito em Paris estava prevista para as 16h30. Ficamos ali aguardando ao lado de uns noruegueses, festeiros e beberrões, que cantavam músicas típicas e gritavam o nome de seus corredores. Por volta de duas horas antes da entrada dos ciclistas no circuito, ninguém mais sequer atravessava a rua. Ficamos ali próximo a saída do túnel, na esquina da Roda Gigante e em frente ao museu do Louvre, posso dizer que foi um lugar privilegiado, pois em toda a extensão do circuito, do Louvre à Champs Elysées, não havia sequer 30cm de grade para vc. poder se apoiar”, comenta Giannini, que conclui:
“A cerca de uma hora e meia antes dos ciclistas tomarem a avenida, todos os patrocinadores do Tour e da última etapa desfilaram seus carros por todo o circuito. É um verdadeiro carnaval. São praticamente “carros alegóricos” todos enfeitados, estilizados, com gente em cima simulando ciclistas, gente cantando, pulando, uma loucura. Os carros e os ônibus de todas as equipes participantes também desfilam. Nesse momento eu olhei pra trás e havia mais de cinco metros de gente atrás da gente aglomerada para poder ver alguma coisa. Encostar na grande então era impossível, a não ser que se tivesse chegado com muita antecedência como a gente fez. Os ciclistas deram oito voltas no circuito, e ao terminar a prova, subimos até a Champs Elysées onde uma multidão de gente de tudo quanto é país se aglomerava em toda a sua extensão para ver o desfile das equipes e dos seus  ciclistas participantes do Tour. Deu para ver de perto os maiores nomes e as principais equipes do ciclismo mundial da atualidade, o campeão do Tour Cadel Evans inclusive. Pena que faltou o nosso Murilo Fischer, que na edição desse ano não participou”, conclui Giannini.

 Alessandro Giannini, comissário da FPC e um dos diretores da Copa São PauloFoto: Divulgação
 
 
Quanto a sua ida para a fábrica do Eddy Merckx na Bélgica, Giannini conta que ficou parcialmente frustrado pela ausência do grande “canibal”, apelido que carregava na sua época de corredor, mas que não diminuiu a satisfação da sua visita:
“A fábrica do Eddy Merckx fica num distrito próximo a Bruxelas, em Asse, divisa com Zellik. Fomos de trem e depois de ônibus, a fábrica não era longe da estaçãozinha que descemos. Chegamos lá, fomos recebidos pelo diretor de marketing da empresa, Peter Speltens, que nos disse que Eddy Merckx estava na Inglaterra e havia tirado uns dias de férias depois do Tour, onde ele acompanhou como um dos comentaristas e convidados. A fábrica também estava em férias coletivas, mas Peter explicou que ela só é aberta a visitação para empresas revendedoras das suas bicicletas, para futuros revendedores e distribuidores interessados, enfim parceiros comerciais da mesma, mas que Eddy Merckx costuma receber estrangeiros que trabalham com o ciclismo em geral, pessoalmente” comenta Giannini, concluindo:
“Como Peter estava de saída, fomos recebidos por um outro funcionário que trabalha no setor administrativo da fábrica, Guillaume Lecomte (foto), o qual entregamos uma carta escrita em inglês pela minha esposa, para que ele entregasse ao Eddy Merckx, felicitando-o em nome de todo o ciclismo brasileiro e particularmente do interior do estado de São Paulo, onde também deixei a ele de presente uma camisa de líder da Copa São Paulo, igual as que usamos no nosso campeonato,em que Guillaume me disse que ele iria gostar muito, e me entregou também como souvenir da fábrica um boné exclusivo e um catálogo de toda a equipe Quick Step 2011 que eles patrocinam. Enfim fomos bem recebidos e foi muito gratificante ter tido esse contato e levar um pouco da gente lá para eles”, conclui Giannini.

FONTE:FPC

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